Editorial por Bocchan, equipe J-Subculture
Às vezes, a linha entre o mundo otaku e o mundo real pode ficar bem tênue. Muitos otakus japoneses não mantêm seus hobbies em segredo: eles desfilam em cosplay, visitam cafés de maids e barracas temáticas de anime, e claro, participam de convenções, onde todos podem ser estranhos à vontade. Porém, há momentos em que o mundo real invade o mundo do anime, criando um espaço onde o anime volta a nos cercar.
Acho que isso é em Fukuoka.
O criador de Lucky Star, Kagami Yoshimitsu, queria ambientar a história em sua cidade natal, Kasukabe, na província de Saitama. Muitos dos locais da série (como o colégio das garotas, a Estação Kasukabe, etc.) existem de verdade. Mas o caso do Templo Washinomiya deu uma guinada inusitada.
Localizado ao norte de Kasukabe, o Washinomiya é um antigo e respeitável local de culto. Mas quando a introdução de Lucky Star mostrou Hiiragi Kagami andando pelo caminho do templo, o local real foi invadido por uma multidão de otakus. Eles estacionaram seus carros e bicicletas temáticos de anime (“itasha”) no estacionamento e cobriram as placas de oração de madeira do templo com ilustrações das suas personagens favoritas de Lucky Star.
Já fui a Washinomiya duas vezes; tirei minhas próprias fotos! Estou usando outras porque não quis levar minha câmera ao trabalho.
Isso é um mikoshi, um santuário portátil, o resto é mais difícil de explicar.
As reações dos locais foram variadas, mas concordaram que qualquer coisa que trouxesse turistas para a área rural era bem-vinda. Hoje, a cidade de Washinomiya abraça essa excentricidade de todos os postes (literalmente):
Um caso um pouco mais intrigante é o de The Melancholy of Haruhi Suzumiya. A entediada Haruhi e seus amigos frequentam o “North High;” com um nome tão genérico, certamente foi inventado, certo?
Mas a Nishinomiya North é uma escola real na cidade de Nishinomiya, perto de Kobe, e logo notaram as semelhanças. A escola vem sofrendo com a atenção indesejada, pessoas invadindo alegando precisar do banheiro, e até invasões. A solução óbvia seria transferir a escola e transformar o prédio em um museu da Haruhi, não acha?
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